sexta-feira, 8 de março de 2013

Guilty Pleasure (2ª Temporada - Cap. 05)

Capítulo 05






_________________________________________________



Capítulo V

Welcome to Corpus Christi




Point of View: Victoria Foster



- Tom, eu não aguento mais ouvir Blink! Parece que tudo é igual. – impliquei tentando tocar no som do carro.

- Tira a mão daí, porra! – ele gritou dando um tapa forte.
- Meu Deus! Quanto tempo mais para chegar? – cruzei minhas pernas com raiva. Infelizmente o carro era dele, então eu teria que esperar.
- 18 minutos. – avisou e aumentou o som – Vamos lá! É Blink 182!
- É a minha morte. – resmunguei afundando no banco.
Passamos por vários cantos lindos antes de chegarmos a magnífica Oxford. Parecia um sonho ver aqueles muros antigos e imaginar que todos os dias estaria ali, andando por dentro deles! Mesmo sendo uma visita já era o suficiente para me sentir consumida pelo ar universitário.
Tom estacionou o carro e logo que desci:
- Amiga!
Ouvi a voz de Lucy e de repente a mesma pulou em mim:
- Oi! Se você não sabe, nos vimos ontem! – sorri deixando-a me abraçar.
- Ah, mas senti saudades. – ela me apertou animada – Oi, Tom. – fez um rosto sério para o garoto que a ignorou e depois voltou a me olhar – Não é a coisa mais linda que os homens podem ter feito?
- Ai, amiga! – falei com a voz fina – É sim! A coisa mais perfeita que já vimos!
- Tom, Vicky! – Nathan apareceu, vindo nos cumprimentar – Como foi a viagem?
- Legal.
- Chata.
Olhei desafiadora para meu namorado. Passar mais de uma hora ouvindo Blink às vezes é torturante.
- Hey, aqueles não são Katy e Max? – Lucy apontou para algum lugar.
- São eles sim! – afirmei assustada.
- Aê, gente. – Max falou cumprimentando malandramente os garotos.
- Ai, minhas doçuras! – Katy exclamou pulando no meu pescoço e da Lu, quase nos matando sufocadas – Não sabem como eu pedi a Victoria’s Secret para que eu pudesse vê-las novamente.
- Mesmo? – disse incrédula.
- Mesmo, mesmo, mesmo! – nos soltou e sorriu – Tom! – abraçou meu namorado que nem ousou tocar no corpo da garota, estava paralisado demais para isso.
- Katy Whore. – ironizou após vê-la indo para o lado de Max.
- Como está o coração de vocês para a visita? – Max falou nervosamente animado – Só sou eu ou parece que tudo é foda?
- É só você. – Tom falou com descaso e o olhamos repreendendo – Qual é! É uma Universidade, não a Afrodite pelada.
- Ignorem. – Nathan fechou os olhos parecendo incomodado com a presença de Tom, o que me fez rir.
- Senhores visitantes, por favor, juntam-se aqui. – uma senhora vestida de paletó azul navy chamou.
Andamos em grupo até ela, junto com pessoas que pareciam ter a mesma idade que a gente:
- Hoje mostraremos a vocês onde fica a Corpus Christi College, onde irão estudar. – avisou – Além de aprenderem os locais mais importantes que irão frequentar daqui para frente, também levarão seus documentos à secretaria, vão ver o Diretor e conhecer seus alojamentos. Alguma pergunta?
- Senhora...
- Stwick.
- Nos alojamentos poderemos escolher com quem morar? – uma garota qualquer perguntou.
- Se tiverem planejado morar com determinado grupo aqui na Corpus, indico que a inscrição dos participantes sejam feitas juntas, pois a organização do alojamento é arrumada por ordem de matrícula. – ela suspirou – Após alguns pedidos começamos esse programa na faculdade, pois estava havendo muitos desentendimentos entre os estudantes desconhecidos. - fez uma pausa e prosseguiu – Mas se ainda tiver vaga no apartamento, qualquer um poderá ser encaixado.
- Os homens e mulheres são separados por ala? – Tom perguntou.
Tinha que ser ele.
- Num mesmo alojamento terá duas alas que ficarão de lados opostos. – olhou, por cima, para cada estudante – Mais alguma pergunta sobre a moradia?
Ficaram em silêncio, então mais nenhum curioso queria falar.
- Não sei por que eles perguntam, todo mundo vai receber um caderno com regras e um livro com as leis de Oxford. – Max sussurrou.
- Tenho certeza que vai querer saber as leis de cor, não é George? – Tom brincou.
- Vou querer saber, porque será mais fácil de arranjar uma maneira de te expulsar. – Max retrucou, fazendo todos rirem da cara do meu namorado.
Seguíamos o fluxo observando os monumentos bonitos da Universidade.
Estudantes antigos olhavam o grupo interessados nos calouros. Seriamos vítimas desses aproveitadores, logo, logo:
- Chegaremos em Corpus Christi daqui a 6 minutos. – a senhora falou – Espero que ninguém se perca no caminho, pois imagino que não exista nenhuma criança aqui.
- Ai, mulher chata. – Lucy revirou os olhos andando mais atrás com Nathan.
Após os 6 minutos avistamos um lindo castelo de pedras castanhas e, passando por um arco, entramos no pátio da aconchegante faculdade:
- Ela parece tão tranquila. – Katy observou e concordei com a cabeça.
Parecia o tipo de lugar que todos eram amigos.
No meio do pátio um mastro de pedra branca, com um pelicano curvado sobre uma bola e detalhes em ouro. Uma garota sentada próxima ao monumento lia seu livro, distraída.
O castelo baixo seguia ao redor do pátio com algumas plantas verdes próximas as paredes. Tinha torres quadradas e chão de pedra:
- O primeiro grupo, virá comigo para a secretaria, o segundo irá com o guia para os alojamentos. – informou a mesma senhora.
- Estamos em que grupo? – Nathan perguntou em um sussurrou.
Olhei em minha carta de Oxford:
- Estou no primeiro. – informei.
- Eu também. – disse Lucy.
- Estou no segundo. – falou Katy – E você Max?
- Segundo. – ele sorriu para ela.
- Tom? – olhei para meu namorado.
- Segundo grupo. – revirou os olhos.
- Estou com vocês. – Nathan mostrou o número na carta para nós – Primeiro grupo.
- Mas espera. – Tom falou – Se vamos nos separar, como vamos nos escrever juntos para os alojamentos?
- Acho que depois eles vão nos deixar livre para isso. – Max sugeriu – Então – apontou para mim, Nathan e Lucy – Não se escrevam até a gente chegar perto.
- Tudo bem. – Lu concordou.
- Sigam-me, por favor. – a senhora falou.
- Tchau. – dei um beijo de leve em Tom antes de seguir com meus amigos.
Ele iria se ferrar ao lado de Max e Katy!
Entrando por mais um arco, caminhamos por um corredor iluminado por lâmpadas presas a parede, de estilo antigo. Não demorando, a secretaria se tornou visível:
- Aqui vocês farão a confirmação de participação na Corpus Christi. A inscrição não será feita agora. – apontou para algumas cadeiras – Sintam-se a vontade e sejam educados, por favor. Precisarão da carta de aprovação para os documentos de agora. Quanto terminarem voltarei para buscá-los e iremos ao alojamento. Sejam bem-vindos a Corpus Christi College de Oxford.
- Estou me sentindo tão foda. – Nathan falou – Eu nunca me imaginaria num lugar assim. – olhou ao redor enquanto uma fila se formava em ordem alfabética de acordo com o que uma secretária gorducha informava.
- Acho que a Vicky e o Max eram os únicos que tinham certeza de estar aqui. – Lu disse sorrindo e Nathan confirmou com a cabeça.
Eu não sou nerd feito o Max!
- Nathan, acho que você não deveria estar aqui. – apontei.
- Por quê? – ele olhou confuso para a fileira.
- Seu nome, se você não sabe – ironizei – Começa com N de Ninguém.
- N de Não Faz Bullying. – Lucy o defendeu fazendo cara feia para o meu lado – Não se empolga amiga. – sorriu falsamente.
- Ah, desculpem. – imitei a cara dela, fazendo-a rir depois – Vai logo, Nathan!
- Ta, ta! – ele revirou os olhos – Tchau amor. – beijou a Lucy e sumiu.
- Pensava que ele não ia embora. – minha amiga falou cruzando os braços e balançando a cabeça. Olhei para ela incrédula – Qual é, eu preciso fofocar com você sobre a prima dele, mesmo que cheguemos atrasadas na fila.
- Sabia que você ia querer falar sobre a Katy! – soquei o ar – Você ama mais uma gossip do que o próprio namorado. Que decepção, Lucy! – coloquei a mão em seu ombro, fazendo-a me olhar com desdém.
- Ah, porra. – começou – Fofoca é profissão, Nathan Sykes é puro lazer. – jogou os cabelos para trás – O que você achou da Katy? Suspeito, não?
- Muito! A menina sumiu o resto das férias de Nova Iorque e agora aparece como se nada tivesse acontecido com ninguém. – me aproximei da minha amiga – Principalmente com o Max.
- É sério, cat. – fechou os olhos cruzando os braços – Max tem titica na cabeça. A garota causa aquela briguinha pra ir embora e ele ainda tá de quatro por ela!
- Você vê agora o quanto ele é bocó? – falei esperando uma luz surgir na cabeça devagar da garota.
- Ah, e como vejo! Ele não se dá ao valor. Se tivesse se imposto, já teria pegado ela definitivamente há muito tempo atrás. – disse em tom revoltado.
- Concordo com você. Katy precisa de um choque, mas isso nunca virá do Max, do jeito que ele é lesado. – suspirei – A gente tenta colocar ele no rumo certo, mas não tem jeito.
- Pau que nasce torto, nunca se endireita. – Lucy cantarolou – Eu só quero ver como será a convivência dos dois.
- Do mesmo jeito que foi em Nova Iorque. – olhei para frente, vendo cinco alunos serem atendidos – O único problema é que agora vamos presenciar a confusão deles.
- Infelizmente. – Lu revirou os olhos – Porque, parando para pensar, vai sobrar para a gente juntar os cacos de Thomas George.
- Será que algum dia a Kay vai sair machucada nessa história? – fiz um rosto pensativo.
- Se o Max mudar, talvez, se ele continuar na mesma, nunca. – Lucy respondeu e suspirou – Sinceramente, espero que o fato de estarmos juntos todos os dias não afete em nada nosso relacionamento.
- Mas já somos acostumadas a ficar juntas. – falei sem compreender.
- Não me refiro a você, mas ao resto. – ela me encarou – Você convivendo com Max, eu convivendo com o Tom, Tom convivendo com o resto do grupo... – Lucy sorriu ao me ver ficar séria – É brincadeira. Só estou querendo dizer que uma coisa é nós aturarmos eles por algumas horas, outra coisa é termos de olhar a cara desse povo por 24 horas.
- Ou quase isso. Acho que vou passar mais tempo transando com Freud do que com o Tom. – comentei fazendo Lu gargalhar – É sério! Eu, você e o Max estamos ferrados para ler aqueles livros gigantes!
- Ai, amiga. – colocou a mão na testa como se tivesse passando mal – Estou cansada já de agora.
- Preguiçosa é o seu sobrenome, minha filha. – brinquei e ela me abraçou de lado.
Fofocamos mais um pouco sobre os outros, claro, porque é muito mais divertido, e logo Nathan foi atendido, esperando chegar a nossa vez. Infelizmente fiquei como uma das últimas.
Voltamos pelo mesmo corredor, passando pelo segundo grupo. Cumprimentei Tom de longe, que fez sinal de forca apontando para o casal que seguia ao lado. Nós três rimos dele.
Chegando ao alojamento, de fora, era quadrado com as mesmas pedras castanhas:
- Esse é um modelo de alojamento que vocês ficarão. – a senhora falou enquanto entravamos. Uma sala de estar e, no fundo, duas escadas separadas por uma parede – Lado esquerdo: homens. Direito: mulheres. – informou enquanto estávamos parados na sala, que, pelo que parece, era mista.
Como se fosse o salão comunal de Harry Potter.
Subimos a escada da direita, entrando no primeiro apartamento para garotas, grande o suficiente para três pessoas:
- Em alguns prédios cabem por apartamento 3 alunos e 4 alunas, em outros o número muda, passando para 4 alunos e 3 alunas. Resumindo, os alojamentos revezam.
- Espero que a gente só pegue o de 3 garotas. – falei – Já imaginou vir morar com a gente uma louca?
- Nem fale nisso que fico até com uma coceira nervosa! – Lucy fingiu se coçar, fazendo-me rir.
- Eu não quero que tenha outro cara além do Tom e do Max! Já é doido o suficiente pra meu cérebro. – Nathan falou dramático.
- Eu prefiro que você se foda ao invés de mim. – Lu sorriu carinhosamente, como se não tivesse dito algo maligno.
- Quero é novidade. – comentei irônica sobre ela.
- ‘Licença. – disse fingidamente séria, fazendo cara de quem ignorava.
Passamos mais algum tempo ouvindo a explicação sobre o alojamento e o que me deixou mais feliz foi o fato de não termos que dividir banheiro com outros, que em cada apartamento tinha um particular.
Aleluia!
- Tom! – gritei o nome dele enquanto chegávamos ao pátio – Como foram as coisas?
- Horríveis! – pegou minhas mãos e passou pelo seu corpo – Eu não sei como consegui sobreviver àqueles dois! – arregalou seus pequenos olhos – Depois dessa consigo viver na Etiópia!
- Do jeito que você come, duvido muito. – falei rindo.
- É. Tem razão. – ele concordou com a cabeça – Gostou do apartamento?
- Aham. Estou ansiosa para fazer a inscrição e podermos olhar onde vamos ficar! – falei tentando controlar minha animação.
- Por tanto que tenha cama e privada. – Lu disse chegando perto de nós – Hey, Tom. – sussurrou para meu namorado – Ouvisse algo de importante entre Katy e Max?
- Vocês vão fofocar agora? – perguntei assustada.
- Vi! Isso é o cassete do ano! – Tom exagerou mexendo as mãos.
- Ta bom, ta bom! – falei convencida – O que descobriu?
- Que quando Katy voltou, ela e o Max não conversaram sobre o que aconteceu. – sussurrou e observou se Nathan chegava perto, mas esse ouvia música, distraído – Max nem mesmo disse sobre a fofoca que ficou em Atlantic Beach!
- Eu não digo! É titica! – Lucy exasperou-se.
- Ele é um homem perdido. – Tom falou em tom triste – Se o Max não fosse gay, eu o empurrava para fora do barco.
- E o que o fato dele ser gay tem a ver com isso? – perguntei.
- Se eu empurrar um gay o meu navio será atacado pelo grupo das Barbies, que são suas amigas! – disse em tom óbvio.
- Ah! Como eu não pensei nisso... – falei irônica.
Cada doido com sua mania.
- Então, vamos para as inscrições? – Max perguntou chegando perto.
- Claro! – Lucy sorriu empolgada como se não tivéssemos falando mal dele segundos atrás.
- Vicky, que cara é essa? – Katy perguntou me encarando.
Arregalei os olhos:
- Nada! Ainda estou viajando por estar aqui. – menti, na verdade eu ainda tava presa ao fato de Max ser um bocó com titica na cabeça.
- Vamos logo resolver nossa moradia, antes que a secretaria fique cheia. – Nathan falou já andando e nos chamando com a mão.
Ai, Oxford... Como é bom respirar esse ar velho!

* * *

  
 Point of View: Lucy Mason

- Senhorita Mason, pode aguardar um instante... Tem algo de errado com sua documentação. Terei de falar com o reitor. – a secretária que me atendia falou.
Olhei-a assustada:
- Tudo bem, mas... – observei meus papéis em suas mãos – Algum problema?
- Nada para se preocupar. – ela disse sorrindo simpática – Já volto. – concordei com a cabeça e a vi entrando por uma porta lateral, atrás da bancada.
- Oi, por que o seu está demorando tanto? – Max chegou perto de mim, curioso.
- Eu não sei. – dei de ombros – Seria muita azar se tivesse algo de errado.
- Mas ela disse isso?
- Não. Pelo que entendi era algo que tinha se resolver com o reitor e não comigo. – falei pensativa.
- Muito estranho. – ele acompanhou minha expressão.
- Max, a Katy está te procurando. – Nath chegou apontando para prima que tentava achar o ficante em meio aos outros alunos.
- Ah, ok. Vou atrás dela. – disse me deixando com o Nath.
- Já fez a sua inscrição? – perguntei.
- Sim. Eu, Max e Tom. – apoiou-se sobre a bancada de madeira escura – E a Vicky e a Katy?
- Só a Katy fez a inscrição. A Vi está esperando que eu termine. – enquanto falava a mulher voltava ao seu lugar.
- Pronto. Tudo resolvido. – sorria aliviada – Pode assinar aqui, por favor?
- Claro. – coloquei meu nome no papel e recebi outro.
- Aqui está o seu certificado de aluno de Oxford e esse é o da Corpus Christi. – apontou os documentos – Bem vinda, mais uma vez, Senhorita Mason.
- Obrigada. – sorri animada guardando os certificados no envelope.
Chamei Vicky com a mão e ela veio correndo:
- Sou a última e logo poderemos ver o nosso apartamento! – ela exclamou ao entregar sua carta de Oxford mais outras coisas a mesma secretária que me atendeu.
- Estou curiosa. – assumi.
- Eu também. – ela concordou com a cabeça e parecia mais animada que eu ou Katy.
- E aê. – Tom chegou agarrando a namorada por trás – Não aguentei passar mais tempo ao lado daqueles pombinhos do século XXI.
Sorrimos:
- É tão esquisito pensar que vamos morar juntos. – falei – Depois de todos esses anos sendo amigos, finalmente isso irá acontecer e estou achando muito tosco. – balancei a cabeça de um lado pro outro.
- Que seja tosco e sei lá mais o que... – Vicky falava enquanto assinava seu nome – Só espero que dê tudo certo.
- E se não der... – comecei.
- Eu mato quem está estragando nossa felicidade. – ela sorriu maligna, fazendo-me concordar loucamente com a cabeça.
- Bom! Agora temos que ir ao prédio 20. – Nath olhou no papel e Tom chamou os outros com a mão.
Fizemos o mesmo caminho que a Senhora Stwick havia nos levado algumas horas atrás. Dessa vez, o céu tomava uma tonalidade escura, cobrindo o sol, indicando o início do fim de tarde.
Passamos por debaixo de uma pequena ponte, que ligava os dois andares de cima do prédio de pedras, com os mesmos materiais do que nos foi mostrado antes, como exemplo de alojamento, a diferença era a arquitetura.
- Esse é o número 20? – Katy perguntou olhando ao redor.
- Aham. – Max afirmou – Está naquela placa. – e apontou para uma placa azul navy com os números em ouro, que estava pregada na parede, em cima de um banco de madeira.
- O nosso prédio é mais bonito do que aquela que ela nos mostrou. – falei emocionada – É tão italiano.
- Vai lá entender... E olha que estamos na Inglaterra! – Vicky exclamou.
 Nos lados desse banco, típico de praça, estava jarros marrons de tulipas rosa, branca, violeta e laranja. Na parte oposta uma escada para dentro do chão, de apenas dois degraus, que ficava em frente a uma porta baixa de madeira castanho escuro e vidro. Para proteger o vidro havia uma grade em formato de losango. Uma janela em arco em cada parede oposta, seguindo o modelo da porta.
Entramos e logo veio a sala de visitas, com sofás de madeira e acolchoados de azul escuro. Tapetes vermelhos com detalhes em ouro, uma lareira e as paredes de pedra. Quadros antigos de pessoas importantes em Oxford.
- Olá! Novos alunos? – um rapaz que aparentava ter um pouco mais de 20 anos perguntou.
- Sim. – Max respondeu – Você é...
- O guia. – disse – Praticamente um monitor. – informou – Meu nome é Charles Morris, mas podem me chamar de Charlie.
- Oi. – Katy falou simpática demais.
- Posso ver os papéis sobre o alojamento de cada um de vocês?
- Claro. – Vicky disse entregando o meu papel, o dela e o de Katy.
- Ótimo... Apartamento 1023. E o de vocês... – analisou os que Tom havia o entregado – 1018. Ok, só para avisar: a sala em que estamos é a sala de passar o tempo, onde todos do prédio podem se encontrar. No andar de cima, desse lado, fica os apartamentos dos garotos. É onde está o de vocês. – olhou para Max, Tom e Nath – Aquela escada – apontou para uma que estava próxima a lareira – Levará vocês até a ponte, e depois da ponte, no outro núcleo...
- Esse que fica aqui em frente? – perguntei.
- Exato. É onde está o apartamento de vocês. No andar de baixo do núcleo dois, tem a sala de estudos. É uma mini-biblioteca com mesas e alguns materiais que vocês possam precisar no dia-a-dia estudantil. – confirmamos com a cabeça enquanto falava. Alguns alunos desceram pela escada perto da lareira, sorriam e conversavam animados – Estou responsável por 10 prédios e o último é o de vocês. Fico na ala norte, onde se encontram as pessoas que tem dois anos de faculdade. – disse – O número do meu celular está preso no quadro de avisos – apontou para o quadro que ficava preto na parede que dividia as escadas – Se precisarem de algo, já sabem. Agora vou levá-los aos apartamentos.
- O nosso pode ser primeiro? – Vicky perguntou.
- Claro! - sorriu
Subimos a escada que havia sido indicada. No patamar, um portal em arco para o lado direito nos levava a pequena ponte de pedra, em cima, um teto de madeira que pendia uma pequena luminária de luz incandescente. Mais alguns passos e chegamos ao núcleo dois. Um corredor em T pintado de branco, já iluminado. Alguns quadros, uns jarros e várias portas:
- Aqui está o apartamento de vocês. – disse e paramos em frente a quarta porta do lado direito.
- Charlie! – uma vizinha saiu – Estou com alguns probleminhas aqui, você pode me ajudar?
- Ah, claro. – ele falou sorrindo – Podem ver o apartamento a sós?
- Sem problema. – Nath falou.
- Depois, se quiserem, levo-os para o outro núcleo.
- Não precisa. – Tom balançou a cabeça sério – Pode ir curtir.
- Curtir? – Charlie arregalou os olhos.
- ‘Estou com alguns probleminhas aqui’. – Tom imitou a voz da vizinha – Estou ligado no tipo da ajuda e te apoio completamente, cara! – fez sinal de legal, fazendo Charlie rir sem jeito.
- Ok, você me pegou. Então, vou indo. Se precisarem de mim...
- Ligaremos para o número que está no quadro – Vicky falou.
- Exato. Tchau novatos.
- Tchau! – respondemos sorrindo.
- Puta que pariu, Parker! – Katy começou – Educação não é o seu forte.
- Como se fosse o seu. – ele sussurrou irônico para Nath, que abafou a risada.
Entramos nervosas no nosso lindo apartamento. Uma sala pintada de amarelo canário, com detalhes em alvenaria castanho claro. Um sofá branco, mesa de centro e TV de plasma. Criado mudo com telefone. Mais atrás uma mesa redonda de jantar, com um lustre baixo retangular e comprido de cor cinza, um prato de mármore preto com pedras redondas amarela, vermelha e azul.
Do lado da porta de entrada, havia um bar, que dava vista para uma cozinha, onde tinha uma abertura lateral, logo depois da bancada. Armários de madeira presos a parede, balcão branco e pia de alumínio. Alguns enfeites vermelhos.
- Vamos para os quartos! – Katy saiu andando apressada.
Na parede que dava fim ao corredor, uma pintura com um pelicano.
- Posso pegar um quarto do lado direito? – perguntei.
- Também quero um quarto do lado direito! – Vicky falou.
Nós duas nos entreolhamos:
- Você fica com o esquerdo. – dissemos juntas e ao mesmo tempo, encarando Katy.
- Fazer o que, né? – revirou os olhos, mas sem ficar irritada.
Max entrou com ela em seu quarto, Tom com a Vicky no dela e Nath comigo:
- Eu preciso provar a cama! – ele falou se jogando no colchão fofo que balançou.
Sorri ao ver o lençol laranja de elástico ser desarrumado:
- Acho que vou precisar de algumas roupas de cama. – falei passando a mão pelo tecido fino.
Nath digitou no celular:
- Salvo. – disse me olhando, apoiado de lado no próprio cotovelo – Ou vamos nos esquecer quando voltarmos a Londres.
Concordei com a cabeça. Dois dementes? Fodeu:
- Você está gostando daqui? – perguntei meio encantada, olhando pela janela quadricular.
- Muito. – encostou-se confortável no colchão, deitando-se sobre os travesseiros grandes. Subi nele, sentando-me um pouco a cima da sua parte íntima – E você? – alisou minhas pernas.
- Estou adorando. – sorri empolgada – Ai, Nath, estamos na faculdade! Não existe nada mais bonito que isso!
- Existe sim! – afirmou convincente.
- O que?
- Quando saímos dela. É a coisa mais bonita que se pode acontecer! – brincou enquanto eu fazia cócegas nele, fazendo-o rir.
- Falou o preguiçoso! – fiz uma voz esganiçada.
- E você não está muito atrás de mim. – gritou e parei de torturá-lo, deixando-o voltar ao normal aos poucos – Embora eu prefira você na minha frente...
- Ai, porra!        Só porque você está em uma cama tem que pensar em putaria? – falei, tampando o rosto e rindo escondida, fingindo decepção.
- Não vejo problema nisso! – exclamou sentando-se e quase me fazendo cair. Arrumei-me em seu colo – Estou trabalhando no meu poder psíquico para poder olhar você pelada pela brecha da fechadura.
Gargalhei:
- No seu caso, o máximo que poderá ver pela brecha da fechadura são os grandes pelos pubianos do Tom! – falei e gargalhei mais alto ainda – Pena que não vamos morar juntos. – forcei uma ironia.
- Às vezes você humilha, Lucy Mason. – cerrou os olhos, desafiador.
- Estamos em uma visita para conhecer a Corpus Christi e não em uma degustação de motel. – Katy brincou entrando em meu quarto.
- Tinha que ser a enxerida! – falei e senti-a me puxar para um abraço, tirando-me de perto do Nath.
- Ah, mas é que agora eu quero ver o quarto dos garotos, já que percebi o quanto o meu é perfeito! – pude ver o brilho em seus olhos... – Tudo bem que vai precisar de uns ajustes aqui e ali...
Depois de um tempo parei de ouvi-la, pois pensava em outra coisa:
- A gente se esqueceu de ver o banheiro. – disse a interrompendo.
- Não se preocupe amiga. – Vicky apoiou-se na maçaneta – Tem bacia sanitária, papel higiênico, bidê, pia e tudo aquilo que você precisa para agradar o seu xixi. – senti um sarcasmo na sua voz.
- Obrigada pela gentileza, Victoria. – fiz um rosto sério enquanto ela ria.
- Agora vamos, camelos! – Tom chamou com a mão, parecendo um Chapolin Colorado. Pude até vê-lo dizer “Não contavam com a minha astúcia!”.
Voltamos e chegando a sala de visitas, fomos para o outro lado da lareira, onde tinha outra escada. Subimos e veio um corredor parecido com o do núcleo dois:
- 1012, 1013, 1014, 1015, 1016, 1017... Hey! A nossa porta está aberta! – Max falou e reparamos a porta escancarada.
- Vai ver o Charlie veio aqui nos esperar. – Katy disse inocente.
- Aham, vai sonhando. – Tom fez ironia.
- Será que vamos ser mortos antes de espalharmos para o mundo que somos de Oxford? – falei dramática.
- Não brinca com isso amiga. – Vicky agarrou-se ao meu braço, totalmente medrosa.
Sorri triunfante:
- Vai ver tem um serial killer universitário aí dentro. – continuei – E ele pode gostar de garotas birrentas... – olhei para minha amiga que arregalava os olhos cada vez mais enquanto os outros escondiam a risada – Ou vai ver ele arranca o cérebro de meninas inteligentes para fazer de enfeite para o seu apartamento! – estalei os dedos como se fosse uma ideia repentina – Tá com medo amiga?
- O que você acha? – ela quase gritou.
- O que acho... – apontei para mim mesma – É que estou zoando com sua cara, querida. – sorri esperta.
- Ah, vai tomar no cu, Lucy! – ela me soltou revoltada.
- Eu meteria um medo melhor... – Tom disse convencido.
- Menos Tom. – Vicky falou – Quase nada.
- Tá. – ele deu de ombros.
- Vamos entrar ou vamos ficar discutindo ladainhas? – Katy disse séria – Temos um caso a resolver!
- Sério mesmo? – Max perguntou – Porque até onde sei é apenas uma porta aberta.
- Que pode nos causar problemas. – foi a vez do Nath se manifestar – Podem ter implantado drogas aí dentro!
- Ai, meu Deus! – Katy colocou as mãos no rosto, arregalando os olhos.
- Apenas podemos entrar agora? – falei impaciente.
- Tá. Você primeiro... – Vicky apontou.
- Claro que não! Vai o Tom ou a Katy, são os que vão fazer menos falta. – encarei os dois.
- Eu acho que o Max vai fazer menos falta. – ela retrucou.
- E eu acho que, você, Victoria...
- Tá, caralho! – Tom quase gritou – Eu vou primeiro!
Sorri satisfeita.
Morte! Morte! Morte!
- Hey? – ele disse colocando o primeiro pé. Atrás dele vinha Vicky, agarrada a sua camisa, depois eu e o Nath, Max e Katy – Hey? – repetiu agora com todos totalmente dentro – HARRY! – gritou abrindo os braços.
- Tom! – o outro falou alto sorrindo também.
Calma.
Espera.
Respira fundo.
Morro agora ou depois?
Não, deixa para depois porque EU TENHO QUE ENTENDER ISSO AGORA!
- Aquilo... – comecei.
- É o Jay? – Vicky completou.
Enquanto sussurrávamos, os dois amigos se abraçavam receptivos:
- Ai, meu Deus! – disse para mim mesma e logo Nath me olhou desconfiada. Sorri sem jeito.
- Porra, ele é gato! – Katy falou baixo.
- É o meu ex! – recriminei.
- É gato, mas não presta. – disse fechando os olhos.
- O que você faz aqui? – Max falou e aos poucos pude ir sentindo meu coração voltar ao normal.
Que susto foi esse, Senhor? Olhei para o teto tendo um monólogo interior:
- Estou em meu apartamento... George. – olhou Max de cima abaixo – É... Parece menos babaca. – disse com aquele mesmo sorriso convencido de sempre.
- Já começou errado, McGuiness. – Max cerrou os olhos.
- E vocês, o que fazem aqui? – perguntou ignorando o comentário do outro.
Nem se quer havia percebido minha presença, ou ao menos fingiu não perceber uma pálida, quase morta, que se tremia, de olhos arregalados, parada ali, no meio da sala de estar.
- Vamos morar aqui! – Tom falou.
- Ah, porra! Quantos quartos pegamos? – Max começou a catar no seu papel do alojamento.
- Quatro. – Vicky respondeu rápido – E ele é o quarto inquilino. – sorriu de leve – Mundo pequeno.
- E como. – falei irônica.
Seus olhos azuis pousaram em mim. Pude ver um sorriso simpático formar-se em seu rosto.
E eu pensando que ele ia fingir que eu não existia... Ai, como eu sou boba às vezes!
- Eu só sei que não vou morar no mesmo lugar que ele. – disse Max andando de um lado para o outro – Esse cara quase fudeu com minha vida.
- Cara, isso é passado. – Tom disse fazendo careta.
Parecia que havia uma linha imaginária separando a sala. De um lado os bons amigos Parker e McGuiness, do outro lado, os assustados: Eu, Nath, Vicky e Max. Katy era praticamente a mascote do nosso time, já que não estava nem aí.
- Deveríamos fazer uma votação. – finalmente Nath falou.
- Não é justo. – Tom olhou para meu namorado – Você e Max votam contra, eu a favor... Vocês ganham e tudo não passou de uma desculpa para colocar ele pra fora. – disse convincente.
- Cara, não se preocupe. – Jay encarou o amigo – Quem decide não é nenhum deles, muito menos uma votação besta. Se a faculdade me colocou aqui, nesse apartamento, não são eles que vão decidir algo.
Ponto para o McGuiness!
- Acontece que... Acontece que não vamos conseguir conviver em paz. – Max falou.
- Claro que vamos. Não se meta na minha vida, que eu não me meto na sua. – Jay olhou com desdém para Max – Já com o Sykes, não posso dizer a mesma coisa.
- É o que eu imaginava. – Nath encarava-o sério, parecendo muito sexy nesse no momento.
Mas como eu era praticamente a donzela desvirginada no meio de dois imbecis briguentos, não pude me despir naquela sala e fazer uso do corpo sensual de Nathan Sykes:
- Enfim... – falei após me imaginar fazendo o que não deve na frente dos outros – Estamos aqui para visitar e analisar o apartamento e é isso o que vamos fazer. Se for para mudar ou não mudar quem fica ou quem sai, podem resolver isso depois, quando já estivermos aqui. – encarei a todos.
- Ela tem razão gente! – Katy disse parecendo a única que estava pouco se fodendo para o clima tenso que pairava na sala – Somos todos amiguinhos!
- Rhum! Só uma retardada para querer o George. – Jay brincou.
E até senti vontade de rir. Recebi um olhar engraçado da Vicky:
- Podemos olhar os quartos? – minha amiga disse, apoiando-me.
- Podemos, Claro! – Tom disse em tom aliviado por alguém ter fugido da idéia de fazer um julgamento agora com o Jay.
Fomos para os quartos, mas Tom não veio com a gente. Seguiu com seu amigo para o corredor do lado de fora.
Entrando no primeiro, Max pareceu adorá-lo e Vicky, queria falar comigo:
- Amiga! – ela sussurrou forte me tirando de um transe de compreensão da minha existência.
- Oi? – falei no mesmo tom, deixando-a me levar para longe do Nath.
- O que foi aquilo? – arregalou os olhos.
- Eu não sei, minha filha. Mas ainda estou rezando. – olhei para o teto.
- Para de imitar essa cara de lesada do Nathan! – reclamou dando um puxão no meu braço – O que vai fazer?
- Eu? – apontei para mim – Nada. Já você, - apontei para minha amiga – Irá falar com seu namorado.
- Falar o que? ‘Olha Tom, ou eu ou o Jay’. – imitou uma voz de homem e revirei os olhos.
- Não. Você vai convencê-lo a não deixar o Jay ficar. Ele é o único a favor dessa destruição de minha vida. – falei cabisbaixa – Você acha que ele é mais amigo do Nath ou do Jay?
Vicky me encarou séria:
- Sinceramente... Eu não sei. – deu de ombros – Certo deveria ser o Nathan, já que se conhecem a mais tempo, mas... O que fizemos ano passado, de fugir para Miami, fez com que os dois criassem uma forte ligação. – explicou.
Concordei com a cabeça:
- Infelizmente penso o mesmo que você. – assumi.
- Posso saber do que falam? – me assustei ao ouvir a voz do meu namorado. Não consegui disfarçar minha boca aberta.
- Desculpe, mas vou fugir. – minha amiga sorriu forçado e me deixou a sós com a encrenca.
- Do que conversavam? – Nath me olhou desconfiado.
- De coisas de garota. – menti – Absorvente.
- Sei. – me encarou sério – Vai mesmo mentir para mim, que sou seu namorado e melhor amigo?
Pausa.
Ok, Nathan Sykes, você me pegou:
- Estávamos falando sobre o Jay. – coloquei para fora diretamente.
- Imaginei. – Nath suspirou cruzando os braços.
- Eu pedi para Vicky conversar com o Tom, tentar fazê-lo mudar de opinião. – mexi as mãos tentando disfarçar o nervosismo.
- Aham. – ele concordou com a cabeça – Acho que não vai dar certo.
- Pode ser um pouco otimista? – sussurrei – Deixe o pessimismo para mim. – ri, pois sempre nessas horas eu me apegava a probabilidade de me fuder e não de dar certo.
- Desculpe. – Nath sorriu fraco colocando suas mãos grossas em meu braço e me puxando para um abraço – Mas é que no meio de tanta coisa boa apareceu um filho da puta.
- Eu entendo. Eu fiquei assustada, você também e agora somos baratas tontas. – sorri sentindo o cheiro do seu desodorante – Você já viu seu quarto?
- Lucy Mason e a arte de mudar de assunto. – brincou – Vamos ver com qual fico.
- Com qual quarto fica? – Tom apareceu de repente quando nos colocamos no corredor do apartamento – O meu é o melhor, você fica com o resto.
- Esse daqui é meu. – Max falou colocando a cara para fora do portal – Se vocês quiserem brigar, briguem.
- O meu já foi marcado, é aquele. – Jay apontou para qualquer um por ali.
Mal ele disse e dois seres começaram a correr pelo corredor:
- Sai! Eu vou ver primeiro! – Tom puxava a camisa do Nath que ficou para trás.
- Ver primeiro porra nenhuma, seu anão de merda! – Nath descontou puxando o cabelo de Tom que gemeu de dor – Você ta me devendo um quarto. – reclamou, se referindo ao fato do garoto ferrar com a amizade deles por causa do Jay.
Meu namorado entrou no primeiro que viu, trancando a porta:
- ELE TEM VISTA PROS JARDINS, DOUGIE! – gritou – VOCÊ PERDEU!
- Ah, e esse que me sobra? – apontou com o dedo – O que fica em frente ao banheiro?
- Vai dormir sentindo seu próprio cheiro. – Katy disse – Cheiro de caquinha!
- Wow! Mandou bem, amiga! – bati em sua mão, rindo.
- Lu? – Nath abriu um pedaço da porta – Vem! – corri rápido antes que Tom me impedisse.
Depois de curtimos a sua cama discretamente, chegou a hora de voltarmos para casa... Uma casa que, graças a Deus, ficava longe de Jay McGuiness. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário